domingo, 3 de agosto de 2008

Como fazer a Patrícia explodir

Ingrediente-Um motivo (pode ser bobo)

Como fazer
Deixe-a constrangida ou com raiva.
Diga que está errada e a compare com sua irmã. Relembre situações passadas que a magoem e principalmente problemas já resolvidos. Aumente a voz e a ameace. Em alguns segundos ela começará a gritar e discutir. Se começar a chorar e dizer que vai embora você alcançou seu objetivo, ainda mais se ela dizer que vai se cortar (considera isso punição pelo que fez).
Em casos extremos, ela pode tentar pegar algum objeto pontiagudo para se machucar a sua frente. Se há um pouco de amor, tente impedí-la, mas com cuidado.
Após um tempo ela se acalmará e provavelmente pedirá desculpas pelo que fez.


Hoje aconteceu algo que não ocorria há um longo tempo: uma grande briga. O motivo: o impensado ato de consumir algo que deveria ser de todos (um saco de batatas Ruflles).

Ao invés de eu apenas pedir desculpas e comprar mais do que havia diminuído a quantidade com Victor assistindo a um filme, achei indigno e discuti com minha mãe. O resultado: acabei como sendo a errada da história (como seeempre ocorre).

Infelizmente, tentou ir-se embora quando a briga não tinha mais solução aparente. Deixei-a e fui ter com ele. A discussão mudou de rumo e direção.

Após um bom tempo de ele falar incansavelmente que tinha que ir para o aniversário do irmão e eu retribuir dizendo que ele me abandonava, ele se foi e eu fui para o quintal. Chorei, pensei, fumei, peguei no azulejo que havia quebrado mas não me feri (fim certo de nosso namoro).

Ele me ligou agora há pouco e perguntou como eu estava. Mais calma, naturalmente. O mais impressionante: ele ligou para meu pai e contou sua versão do acontecido. Achei esta uma linda prova de amor. Pedi perdão, naturalmente. A resposta:
- Sempre.
Afirmei que temo essa resposta pelo fato de poder fazer de novo, mesmo não querendo.

Não ir duas semanas na psicóloga fazem uma ENORME diferença. Mas rezo (tenho que rezar mais) para não mais acontecer. Essa semana vou me confessar com (simpático e gosto muito do) Pe. Landro e perguntar o que fazer nas horas de ira.


É bem. E por favor, não sigam a receita. Façam-na ao contrário.
Grata.

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