Com licença, pode me dar meu amigo de volta?
Eu fico muito feliz quando ele descobre (sabe-se lá como) que estou na cidade e me liga, no mesmo telefone que passei a ele desde que nos conhecemos.
Fico mais feliz ainda quando ele vêm à mesma casa de quando nos conhecemos (ele jamais entrou além da garagem - regras da casa, e ainda assim maudrastas duvidam) e conversamos por horas e horas e horas - adoro conversar por horas e horas e horas com qualquer amigo querido.
Nos conhecemos há 7 anos. Não tenho um amigo assim próximo de tão longa data (sem contar parentes). 7 anos... 7 anos!!!
Acho o máximo essa quantidade de tempo, não só isto: o carinho recíproco que permanece. Esse tipo de carinho vêm, a gente só sente. E quando sente quer a pessoa sempre por perto.
Mas dói quando a pessoa, ainda que queira estar perto de você, por motivos que você sabe mas não conhece, impedem-na.
A gente aceita conversar nos horários possíveis, liga quando dá, mas dói. Dói bastante. Dói quando ele precisou de apoio e você não ficou sabendo; dói quando você precisa conversar e é praticamente impossível, e ele não sabe, você não pode ligar para falar.
Vamos levando, mas não vejo a hora de tudo isto acabar e as coisas fiquem limpas e claras para todos ao redor, tal como distribuíssemos óculos para os que vêem as coisas distorcidas pelo ciúme.
Quero conhecer a mulher com que ele divide a cama todas as noites, os filhos, a casa, ter a liberdade de poder conhecer os filhos! (isso me passa uma sensação curiosa, muito positiva).
Sinto que é sempre uma aventura vir para cá e ver isso sempre acontecer. Uma aventura maior está por vir.
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