quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

"As Flores de Plástico Não Morrem"

E não sentem. 

Eu tento. Eu juro que tento.
Eu tentei, e juro que tentei.

Ambas não fizeram questão de serem delicadas ao proferirem palavras afiadas.

Eu tento, sei que tento.

Era preciso que eu desse o primeiro passo para ver o caminho que seguiria.
Eu tentei, eu me propus e tentei.
Eu respirei e fui corajosa.

No final vi que ambas não valem a pena.
Não querem tentar, juram que não querem.

Que assim seja. Sejam então tão falsas, feias, estáticas como flores artificiais e as exibam sem vergonha nenhuma no meio da sala. Pode-se olhá-las, mas a admiração perde-se no meio da artificialidade.
Minhas flores, ainda às vezes tenham espinhos, têm também beleza, perfume e água.
Os meus ramalhetes em formas de sorrisos eu entrego a quem eu amo - e merece.
A vocês, as minhas flores murchas, sem cor - mas verdadeiras.

Eu não as amo. Talvez nunca tenha o feito.
Não estou aqui por causa de vocês.
E eu sei que tentei, corajosa.
Eu sei que vocês sequer tentam.

3 comentários:

  1. Plásticas ou não, o último verso é mais dolorido que o espinho de uma real...

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  2. Chorei no meio de uma apresentação da Banda Caderno Velho; enquanto cantava lembrei delas.
    Meu coração pediu para chorar.

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  3. Vc consegue se expressar de uma forma tão clara q não tem como não se sentir, ou achar q se sentiu, extamente como vc qdo vc escreveu.

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