terça-feira, 2 de julho de 2013

Um Monte de Coisa Brochante Junta

Vem que vem que vem que vem. 

Antes da faculdade (que logo será passado e não presente), brocharpour moi, era exclusivamente masculino. Hoje ele é essencialmente emocional e universal.

Uma vez, conversando com a minha irmã 2 anos mais velha, falei:
- Aí eu brochei...
- Então, como você disse 'brochei'... - quase com uma careta moralista.
Ué?

Que minha mãe não me ouça ("Olha como fala, menina!"), mas final de semestre é brochante.
Não pelas provas; a faculdade está em greve.
Não pelo final da faculdade; não vejo a hora de me formar.
Não pelas férias que estão cada vez mais distante e mais curtas; é, é também.
É também pelos problemas profissionais que são de arrepiar os cabelos.
É pelo estágio que poderia tomar outros rumos.
É pelo meu cachorro sem casa que já morou em 22 caixas de papelão, e sempre que uma some (ou vira cesto de lixo do outro lado da rua, mesmo aquela que embrulhei com sacola plástica amarela por causa da água da chuva que teima em cair tempestivamente em pleno Julho, que com letras garrafais escrevi "CASA DE CACHORRO, NÃO MEXER!"), busco outra no mercado.
É pelo emprego que deixou meu pai desempregado.
É pela política por trás da bolsa de pesquisa.
É por reconhecer que em várias vezes estive certa e os outros nem tanto, e teimei o contrário.
É por tudo nunca mais ter sido como foi no primeiro ano longe de casa.

E prefiro nem comentar sobre a minha carteira de motorista...

E por incrível que pareça, estou menos chorona (o bandeijão era o meu lugar preferido para tirar os óculos e me esbaldar!).
Estou mais madura e calma. Talvez com mais paciência, pois nem tudo se resolve rápido e nem sempre sabemos o que fazer. Nem sempre os professores sabem o que fazer. Às vezes o cachorro sabe te consolar mais que o próprio namorado.

Nem tudo dá certo no final. Mas a gente se engana e acha que sim.

5 comentários:

  1. Eu ainda serei professor, fica fria. Eu tenho uma filosofia excelente em minha vida: se tudo está bagunçado e confuso, não é o seu fim! E realmente, isso é um fato! A parte legal da vida é ter crises, isso te faz mais viva e mais ativa, seu cérebro não se contenta com qualquer coisa, sempre está avaliando, analisando, criticando. Os fantasmas não existem além de nossa dimensão pessoal, nossa "Neverland", entretanto, como assassinar aqueles que são tão próximos e tão carismáticos com os nossos problemas? Pois bem, assassiná-los-á ou assassiná-la-ão?

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  2. Sigo a frase de meu amigo - "A graduação está acabando com meu estudo!" e completo com a vida sociocibernética. Ao ler (e reler), lembro de uma frase que ouvi demais nos campos da religião - os ignorantes são felizes por pensarem pouco, não colocam tudo à prova de reflexão. Simplesmente creem! Quanto mais conhecimento tiver, mais perceberá cada milímetro para fora do eixo, mais crítica será (o que é positivo). Porém, vale lembrar: nem tudo mudaremos no mundo! Vale também a experiência, saber que se você não é "capaz", terá alguém que conseguirá, saber que sempre há alguém para continuar a corrente, para levar adiante "sua" ideia. É isso ser vivo, viver em sociedade e ser humano. Não é otimismo furado ou piegas, dá certo na prática, no dia a dia! Seu desânimo é sentido ao mais longínquo destino, deixa disso e recobre a Patrícia que eu conheci: que fica calada e que pensa em n formas de sair da situação em que não se está confortável e muito menos feliz! (só faltou o real chacoalhão segurando os ombros hehehe).

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  3. Bom saber que há mais pessoas querendo mudar o mundo.
    Bom saber que há mais um menos crente! Ora pois, para mim é positivo sair da negra ignorância e cair na negra crença que os livros estão certos.

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  4. Os livros nem sempre estão certos. O que sempre está certo é seu coração, nada mais. ^^

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