Comecei nua, como uma criança.
Não queria roupas, mal queria que me vissem. Se disse que queria, era mentira.
Sou tímida demais para isso.
Mas começaram a me ver, e as vaidades começaram. E não nego: me apreciavam.
Mas chega ao ponto que isso atrapalha. Uma persecutoriedade macabra, "meus leitores (não) lerão isto".
Não quero mais que me leiam assim.
Não vou te assassinar, meu lado Machado míope, você é importante. Você já faz parte demais disso.
Só preciso de forças internas que me garantam: escreva, Tita, escreva. Escreva como se tudo fosse acabar hoje e sequer lembrarão de ti na semana que vem.
Quando tiro os óculos, o mundo embaça e ninguém mais me olha enquanto cada lágrima que escorre toca uma nota no piano.
Tire os óculos e... escreva. Até não sobrar mais Resto de nada.
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