sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Quero Ser Grande

Dia desses passava pela sala com os passos apressados de sempre e olhei rapidamente para a televisão ligada sem espectadores; há filmes em que bastam 3s para serem reconhecidos (isso me lembra aquele programa do SBT - ai que vergonha - "Qual é a música?". Os musicistas. cantores e compositores adivinhavam a música com algumas dicas e apenas 1 nota. Fantástico!).

Bati os olhos em Tom Hanks ainda muito jovem. A fotografia não deixava os anos 80 mentirem: era como encontrar um amor de infância. agora crescido, cumprimentá-lo meio sem graça e ficar olhando por alguns segundos pensando "como crescemos".
Era "Quero Ser Grande" (Big, EUA, 1988). Não me permiti me envolver naquele amor que retornava. Sabe-se lá o que poderia acontecer.
Reconheci-o, firmemente acenei com a cabeça e ausentei-me, como se nada significasse. Mas por dentro o coração batia saudade.

E agora vem essa sensação: saí da infanta graduação para chegar à adolescente residência.
Virei mocinha! Um belo dia virei psicóloga.
(e isso quer dizer que estou pronta?).
Alguns me vêem como uma profissional madura o suficiente para opinar e atuar, outros como que tendo muito a aprender e isso apenas a vida e os anos trarão.
Há dias que sinto que estou mais bonita, inteligente, psicóloga. Há outros que quero apenas ficar só, quieta, como se os 5 anos de graduação, de Assis e de toda a vivência nada fossem.

Toda a crise da adolescência chega novamente. Adolescência profissional.
Quase ouço minha mãe falando quando tinha 12, 13, 14, 15 anos: "Calma, vai chegar tua hora" e todo orgulho e confiança no que ela sabia estar encasulado.

Já até ouvi: "Esse é um momento único na sua vida".

E assim vamos.

De bem, de resto, só para matar a saudade, aproveitando para dançar nessa batida pior que a do funk e esses vocais totalmente sem técnica: "You are, my fire, the one desire" - https://www.youtube.com/watch?v=4fndeDfaWCg

3 comentários:

  1. Você ainda é a garota de vestidos e sapatos do fundo da sala de Humanas de um cursinho ribeirãopretano com os óculos que escondiam seu olhar tão atento e observador do mundo a seu redor...
    A diferença é só um diploma universitário!

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  2. Haha! Por onde andas? Por onde andamos?

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  3. Por ondas ondulantes de um sistema invisível de teias e títeres tolos, sobrevivendo e vendo a falta de originalidade, para não ser um robô que reproduz, se reproduz e odeia seu semelhante.

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