Conheci a terapia corporal quando ainda estava no primeiro ano de faculdade. Na realidade, conhecia-a antes de escolher a Psicologia.
Foi em um processo de psicoterapia. Crianças-problema precisam ser escutadas e lá fui eu. Após alguns anos de acompanhamento, perguntei à minha terapeuta da época qual era a sua orientação teórica; essa foi a primeira vez que ouvi falar sobre o corpo em terapia.
A Terapia Corporal e eu não nos vimos mais. Conheci a Psicanálise e me encantei com o encanto de seus seguidores. Apaixonei-me pela Esquizoanálise e pelo afeto que pede passagem, tocando o qua há de mais profundo: a pele. Porém, não consegui sustentar a relação tomada pelo cotidiano e voltei à segurança antiga e psicanalítica.
Mas não era suficiente. Queria escutar o que os olhos, os braços, os pés, o estômago, pulmão, rins, músculos e ossos e todo o resto tem a dizer.
Procurei. Liguei. Verifiquei. Senti.
E assim achei o instituto Raiz de Terapia Corporal em Araraquara (SP).
Mergulhei.
Meio desconfiada em fechar os olhos embaixo d'água, fui me entregando aos poucos. Fui conhecendo as pessoas, seus abraços, suas histórias; os professores-facilitadores de pensamento; fiz as pazes com a Psicanálise-Tótem quando li "A Última Entrevista de Freud" e descobri que ele era um mero homem.
Investi.
Dinheiro, tempo, energia psíquica, direcionei e concentrei orgon.
Acolhi e fui acolhida.
Cuidei e me cuidaram.
E assim fui estruturando uma relação.
Hoje, abandonei exigências para correr para lá. Respiro energizante. Tranquilidade.
E deixemos o corpo falar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Expresse-se!