Mais uma vez, mais uma repetida vez, eu não tinha noção das consequências dos meus atos.
Mais uma vez, eu somente obedeci aos meus impulsos sem pensar no que viria depois.
Mais uma vez, eu não tive cuidado comigo e com as partes envolvidas.
Mais uma vez.
Mais uma vez.
Até quando?
Quando eu finalmente entendo o que aconteceu e toda a dor que eu causei, chega a hora d'eu causar a minha própria dor física e emocional. Mais uma vez eu sou um monstro que destrói meu corpo e minhas relações construídas com carinho, respeito, amor e dedicação ao longo dos anos. Fruto de escolhas que não favorecem a estas construções, eu tento me destruir. E esse é o problema: eu lesiono, mas não destruo.
Tal como um tsunami que mata, destrói, lesiona e danifica, mas não arrasa completamente. Ainda há sobreviventes e escombros e a reconstrução é lenta, mas possível. Todavia, a memória de terror fica em quem sobreviveu.
Não há outra saída a não ser prever. Prevenir. Avisar. Preparar. Comunicar. Dialogar.
Tudo isso requer coragem (isso não contam). A força da natureza é incontrolável. A força da minha natureza, se não identificada e conduzida, também. Contudo, se há coragem para se enfrentar o que está se preparando para invadir, as chances de danos diminuem drasticamente.
Saia dessa história, Patrícia, com a lição definitiva: converse, comunique, dialogue antes de qualquer ação impulsiva que não esteja dentro do acordo. Você já sabe, mais do que ninguém, das consequências.
Ao final, só me resta o pedido de desculpas por ser quem eu sou e fazer o que eu faço.
Esse pedido é para mim e para está ao meu redor.
Esse pedido é, mais uma vez, um pedido desesperado por compreensão e perdão.
Esse pedido, é mais uma vez, que isso nunca mais aconteça, de uma vez por todas.
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