quinta-feira, 15 de abril de 2010

As pessoas certas

Tão melhor...




Acho engraçadíssimos aqueles desenhos de "Todo mundo tem um amigo..." ou "Toda classe tem...". As pessoas são (quase) sempre os mesmo estereótipos. Os modelos se repetem hilariamente.

Uma vez Denny me disse que é por causa disso que programas como Big Brother fazem tanto sucesso. As pessoas vêem os grupos de sempre se formarem. Identificam-se. E como se não bastasse, a vida alheia é sempre mais interessante que a sua própria. Junte isto com a falta de interesse por programas inteligentes e um pouco do Elemento X e pronto! Tens a fórmula de como transformar pessoas como eu e você em "Meninas Super Poderosas".

Deixando um pouco a distorção de lado, acredito que meus leitores todos já tenham passado por situações em que se é necessário trabalhar em conjunto. Primariamente, aprendemos isto na escola, os trabalhos em cartolina... Aos poucos vamos percebendo que cada pessoa no grupo adquire uma função para si, e que esta função divide-se em basicamente duas: os que trabalham (efetivamente) e os acomodados (se não lhes mandar fazer algo, nada farão).

E foi assim desde meu jardim de infância. Sempre quis trabalhos perfeitos, com tudo o que se tem direito, desde os primórdios do tema até a repercussão atual; a parte escrita com a melhor redação possível, algo claro, mas não óbvio.

É muito mais fácil fazer trabalhos com pessoas próximas a você. Entretanto, quando o profº de Psicanálise falou em seminário e todos começaram a se dividir em grupos, uma colega ao meu lado me perguntou:
-Pati, você já tem grupo?
-Não ainda, não.
-Vamos fazer juntas?
Concordei.
-Quem é o grupo?
-Hã, eu e você, por enquanto...!
As pessoas que faltavam entraram logo depois.

Esta colega em questão é um tipo de pessoa a quem tenho muito apreço. É o tipo de pessoa que não tem ranzinzas com ninguém, que é desenvolta, aberta. As outras pessoas do grupo são mais próximas a ela, mas nossa intenção inicial foi a mesma: trabalhar com pessoas diferentes.

E foi o trabalho mais tranquilo que já fiz. O professor exigiu apenas o básico. Não fizemos muito além, mas fizemos o básico bem feito. Dividimos e cada um ficou responsável pela sua parte, sem aquela de entregar tudo nas mãos de apenas um. O grupo, em sua maioria, estava disposto a trabalhar como tal, sem acomodações. Cada um tinha sua responsabilidade e estava ciente de tanto.

Desde que comecei o segundo ano da faculdade, devencilhei-me um pouco dos antigos preceitos, comecei a olhar tudo de outro ângulo. A mudança de república representou bem isto. Gostava de como era antes, mas o novo é sempre tão inesperado e inacabado que gera sensações imprevistas. Acho engraçado que eu mudei de casa e as antigas colegas mudaram de mim. Sento no mesmo lugar de sempre, estou aberta como sempre, mas elas quase não me olham mais. De longe vejo quem são em sua realidade.

Claro que amizades são amizades, colegas são colegas. Luto por uma amiga todos os dias. Ela quase não mais me cumprimenta, conversamos muito menos do que antes. Tento reestabelecer o contato, mas deixo um pouco na mão dela (talvez seja este o erro?).

E o resto é que continuo caminhando rumo a coisas (e pessoas) novas, sem me esquecer dos amigos, e esperando que eles não me esqueçam também.

Tento ficar bem. Tenho vocês!



3 comentários:

  1. Uai Peite...
    :O
    Por essa não esperava...
    Não sabia...
    o.O

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  2. Amo esse blog!
    Que delícia lê-lo huhuhuhuhuhuhu

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  3. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

    sem dúvidas, concordo com a garota bela acima...muito bom vir ao blog e ler uma postagem de minha pequenina criança crescida...amo muito !!!

    Bem, para a imagem, me coloca no posto igualitário de Simbad, nosso querido leão de Rei Leão - Protetor ! ^^

    sem mais delongas, saudades Paty...e continue sempre assim, avante, especial e única ! ^^

    beijos !

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