domingo, 9 de maio de 2010

Dia das Mães


Coincidência ou não, esta noite assistimos (eu e mais uns amigos da faculdade) ao "Uma mãe em apuros" (Motherhood, EUA, 2009). A minha eterna Beatrix Kiddo dos dois volumes de Kill Bill interpreta uma mãe (novamente), casada, com dois filhos.

Mais uma vez fiquei longe de minha mãe no comercial Dia das Mães. Digo comercial pois somos o que somos todos os dias, não precisamos de um dia especial para lembrarmos disso. Entretanto, como o ser humano gosta de exclusividade (e de ganhar dinheiro), façamos valer o dia delas. Espero ser metade da mãe que ela é.

Quanto ao filme, achei que fosse mais um daqueles Hollywoodianos em que a mãe quase fica louca, o pai quase não faz nada, vem um garotão vinte anos mais jovem e muda o rumo de tudo ou ela estoura e vai cuidar de si. Foi quase tudo isso.

O garotão apareceu (ele era realmente bonito e charmoso, sem aquela coisa de "só encontraria alguém assim em filmes"). O marido não dava tudo de si para ajudar a cuidar da casa e das crianças, tinha uma paixão por livros e uma predileção pelos raros. As crianças, bem, são crianças comuns: não falam daquele jeito fofo o tempo todo, falam e agem como que comandassem a vida dos pais. E oras, a mãe, nos minutos vagos, tem um blog!

O que me chamou atenção foi o toque de realidade. O filme todo se passa em apenas um dia, mas parece que dura uma longa semana. Elisa não tem apenas um filho, ela tem dois. E pior: pequenos. Neste dia, sua rotina se altera por causa da festa de aniversário de seis anos da filha mais velha, mas outros imprevistos ajudam para que quem assiste sofra e ria do sofrimento alheio.

Junto a isto vem o casamento abalado pela maternidade e pela rotina do dia-a-dia. Ele é calvo; ela está com cara de cansada. Em lances, ela comenta sobre o que a atraiu nele ("...sua excentricidade. Mas essa excentricidade foi perdendo a graça"). O desejo não é mais o mesmo, ela é a dona/empregada da casa. O dinheiro é relativamente curto.

Identificável. Imaginei-me daqui a alguns anos, casada, (sempre namorei visando um futuro), com filhos (?) e como questionei esta semana na terapia: como estará minha situação financeira quando eu me tornar uma psicóloga diplomada?

Esta semana estava assistindo à novela das oito que começa às nove e acompanhei o primeiro dia de casados do casal vinte. A felicidade, tudo sempre perfeito. Ela disse:
-Que coisa estranha, você não é mais meu namorado.
Pensei nisso.

E em Motherhood eles se deparam com o que os atraiu antes e o que os irrita agora. Entretanto, o final é feliz.

Se eu pudesse escolher que tipo de casal eu e meu marido seriamos no futuro, escolheria os pais do meu namorado.
Eles se conheceram na faculdade, ainda estão casados, tiveram dois filhos lindos, vivem como se fossem dois jovens de vinte anos, se amam e superam tudo juntos, com conversa e amor. Vendo de fora, eu tomaria um rumo diferente em muitas coisas, mas no mais importante eu os admiro.

Não preciso dizer quem quero que seja meu futuro marido, certo? Ora, Johnny Depp!
Com a condição de que ele seja tão romântico, doce, amável, compreensivo e companheiro quanto meu estimado. Não são apenas elogios: são qualidades.
Ele tem o incrível dom de me observar (qual mulher não gosta de ser admirada?), de me conhecer, entender tudo com paciência (mas não ser feito de bobo) e principalmente: conversar. Sempre. Brigas, apenas quando eu forço muito para elas acontecerem, mas aprendi a parar de gritar e respeitá-lo (na maioria das vezes).

E é isso.

E a quem estiver perto de sua mãe, dê um abraço nela. Você não se lembra de tudo o que ela passou por você.

Alô Mamãe! Te amo!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Expresse-se!