As pessoas que eu mais admiro na minha realidade são as que estão bem consigo mesmas. Posso admirar a beleza de umas, a simpatia de outras, mas aquelas que me encantam são as que são felizes do jeito que são. Eu queria ser assim.
Em todos os meus vinte anos de vida como um ser vivente na Terra, nada nunca me deixou mais brava, indignada, triste, raivosa, chorona que a minha tão própria timidez. E mais do que isso: a minha insegurança por ser tímida.
Quando menor, na minha pré-adolescência e no começo dela eu era um exemplo de Patinho Feio. Via minha irmã como alguém linda, desinibida, cheia de amigos e de pretendentes. Eu não tinha o lindo sorriso que ela continua tendo (usei aparelho por dois anos), não tinha o cabelo comprido e com cachinhos nas pontas, mas principalmente: eu não tinha o jogo de cintura e o ímã dela para as pessoas.
De uns tempos para cá a metamorfose da adolescência se metabolizou e aqui estou. Melhorei bastante desde então, fiz terapia por três anos, minha auto-estima ganhou base, me senti cada vez mais bonita e capaz de realizar as coisas mais inimagináveis para mim, mesmo que por acidente (mas a vida É um jogo de acasos!).
Entretanto, tenho recaídas. Às vezes vejo-me (pode ser acomodação) por preferência de não falar, medo de que não me escutem, ou que o façam e que pensem coisas sobre mim. Cada vez mais quando isso acontece preciso resgatar o que já conquistei (independência, várias histórias de amor lindas, vocêêês, leitores) e criar coragem para sair destas situações de "solidão sociável".
E como seria bom se as houvessem receitas caseiras de como ser feliz sempre. Felicidade em cápsulas não funcionam.
Se "É difícil conviver com quem se ama", então como se saber se revolta?
ResponderExcluirBonito texto, Pati!
Beijo