Ah, minha querida Sampa! Quanta saudade!
Entretanto,
teu caráter duvidoso
(ora lindo, ora horroroso)
Faz-me ter cuidado com você
Mas não posso deixar de beijar tuas pessoas com meu olhar atento
Ver a tua construção cinza
Mas de que ranzinza nada tem
Túneis, arranha-céus, ruas intermináveis
Que me levam além
De minhas lembranças de ti
Vamos nos encontrar novamente! Mal vejo a hora!
Irei-te percorrer com minhas mãos, boca, olhos, pés e ouvidos atentos
Desprezar-te com meu ódio pelo teu caos
Mas amar-te por ser minha mãe de nascimento.
Virada Cultural Paulistana, aí vou eu!
Mas minha cidade, é melhor te segurar,
São atrações de graça para teus milhões de filhos pródigos
Que voltam à casa para te admirar.
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