domingo, 5 de junho de 2011

"What´s this"

Será que passa?


Diz um dos meus professores na faculdade:
- A Unesp (Assis) não forma aluno crítico, forma aluno pentelho!
Falou e disse.

A partir disso venho, em meu momento melancólico e produtivo, efetivamente, produzir.

Deparei-me com uma enorme saudade da minha verdadeira família. Não digo família de república, como dizem por aqui (discordo piamente, mas fica para depois), saudade do colo de quem me deu a luz, do outro que eu saia brigando quase todos os dias por causa da televisão, saudade até mesmo do que entrou depois no papel de pai, mas que também tenho carinho.
Saudade também, não de família de amigos, mas dos amigos puramente amigos; amigos que você vai e conversa, conversa sobre qualquer coisa e se sente amigo. Amigo. Só amigo. Sem família, sem cobrança; ajuda quando pode, quando vem de dentro.

Há um tempo tenho me guiado pela música de Eddie Vedder, Society, e pelo filme Na Natureza Selvagem (In the Wild, EUA, 2005). Tudo o que vivo foi imposto por alguém antes que eu pudesse abrir os olhos e ver o que eu realmente queria. Qualidade de vida ou detentora do conhecimento? Acalentada ou engajada em movimentos políticos? Família ou mera república? Amigos ou família?

"The hapyness is only real when shared".

Penso muito nisso, e além: dividir com quem.
A sociedade é formada por pessoas, naturalmente. Mas ouvi algo que me colocou em uma posição curiosa: as pessoas sempre darão um jeito de te fazer mostrar que ajes errado, este é o jogo. Sob o ponto de vista dos outros, sem alguém te verá como errado. E então por ora retomo mais uma música:

"Se eu for ligar, pro que é que vão falar não faço nada" (O Mundo, Capital Inicial).

Entretanto, "não quero lhe falar, meu grande amor/ das coisas que aprendi nos discos/ quero lhe contar como eu vivi/ e tudo o que aconteceu comigo" (Como Nossos Pais, Elis Regina).

Estou musical este tempos. Melancolia me deixa assim, equilibrando o que é verdade para mim e o que não é. Teorias de escolas da Psicologia dizem que momentos de crise são os quais algo se desequilibra, você assimila e acomoda, e assim equlibra-se novamente.

Respiiira, assimila e acomoda, assimila e acomoda, assimila e acomoda...

Quase um mantra.

Um comentário:

  1. Ah, vida universitária. Tantas dúvidas, tantas descobertas, tantos encontros, muitos desencontros. Sobre o fim, lembra o processo eterna, o ciclo vicioso da vida - TESE x ANTI-TESE = SÍNTESE. E assim, unindo a outra ANTI-TESE, formando novas sínteses. Engraçado, a palavra síntese lembra interessante. Algo me ecoa assim. Bem, é a lei do Universo, diria, eterno, imparável.
    No contexto, como um todo, dizer que são amigos, é dizer que são familiares. Eu tentei, piamente, distinguir a todos, amigos com amizade, família com amor fraternal, e essas tolices da puberdade, porém, vi-me acoado, simplesmente são ou não são familiares mais próximos, pois creio que todos somos de uma única unidade familiar. Para completar, sem dúvida, música amplia, de forma indizível, a alma e suas projeções, sentimentos e sensibilidades. Termos elo musical, representa vivermos.
    Sobre saudades, é uma forma desengonçada de falar que os momentos foram excelentes, magníficos até. Sem dúvida, você é minha amiga-irmã que mais sinto falta de bater um papo, a toda hora. De besteiras a filosofias; de loucuras a estudos; de palavrões a música. Brincávamos até de sexólogos, dando opiniões e ajudando os outros. HA HA HA ! Bons tempos !
    Para encerrar esse comentário polifêmico, uma sugestão : http://www.youtube.com/watch?v=bVRnMrl2oj8 - No stress, baby !

    Bién, esso basta. Hasta luego !

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