sábado, 5 de maio de 2012

Por Que Eu Sei o Que é Amor?

Eu nunca sei. Eu só sinto.

Lembro quando eu tinha entre 12 e 13 anos e ouvi pela primeira vez Outro lugar, de Detonautas Rock Club. Foi uma das músicas que marcou o início da minha adolescência.
E então, dez anos depois, ouço durante a música mais bonita que eles já gravaram, em sua versão acústica, Você me faz tão bem:
- O amor é a única revolução verdadeira! A única revolução verdadeira é o amor!

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Minha paixão domcasmurroana está passando dos limites da minha escrita e está tomando a minha vida. Ou seria o contrário? "Olhos de cigana obliqua e dissimulada". Não tenho estes olhos. Mas tenho estes pensamentos.

Só de conversar com ele sobre tudo aquilo que acham que devemos ser (monogâmicos, heterossexuais, namorados, não fumantes, estudantes de graduação, sem tatuagens), sobre aquilos que somos (monogâmicos, heterossexuais, namorados, não fumantes, estudantes de graduação, sem tatuagens), e sobre o que pensamos o que gostaríamos de ser (abertos em todos os sentidos, livres em todos os sentidos e felizes em todo nosso ser), eu já me sentia feliz. Realmente, apenas eu.

Os motivos da minha alegria é ter à flor de meu corpo meu senso crítico.
Bem como o trabalho aliendado definido por K. Marx, eu posso continuar sendo do jeito que sou, monogâmica, heterossexual, tendo namorado, "não" fumante, estudante de graduação, sem tatuagens. Todavia, tenho o propósito e a origem de tudo isso. Sei que tenho a liberdade (não facilitada) de me libertar.
E o principal: tenho com quem convervar; e cogitar.
Ainda que eu haja esperadamente, meus pensamentos não estão presos. Meu primeiro passo.

Contudo, ele se basta a mim. Eu não me basto. Mas sentados na mesma cadeira, olhando um para o outro, eu já me sentia melhor. Consciente. Ou mais contida.

Com o (mau) hábito de dormir sempre à uma da manhã (meus hábitos foram se avançando conforme os anos de faculdade; até o 2º ano, eu dormia até às 23 horas; no 3º, até às 00 horas, ou eu acordava um zumbi no dia seguinte e uma xícara de café preto e quente, com pouco açúcar e adoçante para acordar), por vezes acompanho o primeiro bloco dos programas da madrugada.

Noite dessas eu o vi, ator global, cantando. E assim como ele, as músicas eram lindas. Ouço "Domingos" todos os dias da semana.
Os metais eram dourados. O timbre, profundo. As letras... são sobre amor.

Ouçam antes, leitores: Domingos, do último CD de Alexandre Nero, Vendo Amor: Em suas mais variadas formas, tamanhos e posições.
Os clipes são parecidos com o meu. Caseiros. Melhores. Ouçam antes e vejam depois. Sintam.

Mas não se bastem aí! O amor e os desejos nunca se bastam. O amor não se basta à beleza. Sem limites, ele se estende às inocências e às risadas, aos inusitados, aos imprevistos, ao mundo, ao universo, a todas as vidas e todas as suas formas de existir.

Este é meu preferido, mas ri até rolar em todos: Marcelinho lendo contos eróticos 7 - Comi a amiga da minha irmã. Fantoches são a infância para sempre.

Sobre os pudores, caríssimos, eu não os enganaria de maneira nenhuma. É tudo com a verdadeira dedicação de sempre. Prometo.

OBS: o último, apenas para saber: Anúncio Diesel - Filme Pornô Para Crianças.
A malícia está entre as orelhas de quem vê. E ouve. E sente.

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