segunda-feira, 7 de maio de 2012

Trilha Sonora das Vidas


As músicas escolhem os momentos que querem fazer parte para sempre. 
Não adianta. 
Elas têm a própria vida e a sua história. Se nós vivemos anos, elas vivem minutos, segundos. Talvez horas. Como cigarras que cantam, morrem. 

Elas escolherão os momentos que farão parte. 
São como folhas de árvores que se desprendem e voam ao vento, caindo em um quintal. Talvez seja o quintal de um dos leitores. E talvez um dos leitores esteja lá para ouvi-la chegar. 

Mas já disse Belchior na voz de Elis:

"Não quero lhe falar, 
meu grande amor, 
Das coisas que aprendi nos discos
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo"
(Como nossos pais - Belchior)

Todos sabemos compôr. 
Aprendi a me deixar compôr. Mal, mas compôr. 
Ela se chama "Borboletário". 

Enquanto ela não sai do papel para os ouvidos e eu não saio do Lá menor e do Dó no violão, deixo-os com meu novo preferido no Media Player:

"MÚSICA,
AMOR!"


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