Malditas
tecnologias
Eles não reagiam.
"Reajam! Por favor,
reajam!! Não, por favor, reajam! Vocês não precisam de mim, mas eu que dou vida
a vocês!!"
Liguei para o técnico.
- Calma moça, tem
conserto...
-Não, não tem! Eles pifaram para sempre e terei de comprar
outros, outros novos e sem história! Eles me deixaram sem nem avisar! Eu não
cuidei deles como deveria! Devia ter prestado atenção aos sinais...
- Calma, moça, tem
conserto...
-Não! Não há mais dinheiro! Não há mais nada! Estou sozinha,
tenho apenas roupas, pouca comida e quase nenhum dinheiro! Eu não agüento mais!
-Calma, moça, você
tem a mim.
- Não, não e não! Eu só tenho a você! Eu quero ter a mim
também! E ao meu lar! Mas meu lar está me abandonando!
- Moça, seu lar
ainda está aí.
- Mas meu lar está se esvaindo, está me deixando sem nada!
- Moça, estou indo
aí. Em 30 minutos eu chego.
Um choro compulsivo de como uma notícia de morte na família.
Eu estava só. Eu e minhas coisas sem vida.
O técnico me
ajudou, levou meus enfermos que estavam em estado de coma.
No hospital, muitas
pessoas comprando, muitas coisas sem vida.
Levei um deles coberto com uma sacola plástica branca.
O enfermeiro abriu,
olhou.
- Isto foi posto errado. Você quem trocou?
Havia salvação!
Mais gasto, naturalmente, o plano de saúde destas coisas se
vai entre três meses ou um ano.
Depois, quando a mais velha que eu não acordava mais,
precisei chamar o médico especialista.
Ele fez diversos testes. Não entendia porque ela dormia e
não acordava. Ela deveria acordar e estar gelada; contudo, estava em sono
profundo e em temperatura ambiente.
- Você a limpou? -
ele perguntou.
-Sim, ontem à noite. Um banho de gato, mas não molhei suas
partes baixas.
- Talvez seu gás tenha saído.
Oh, não, como ela iria respirar?! Era isso, ela não estava
respirando!
Mas não era. O problema era da ordem da alimentação. Ela
havia se sobrecarregado de trabalho (sua alimentação é especial), graças a um
alimentador ruim (eu vou arrebentá-lo, seu incompetente!).
Quando utilizou-se do desfibrilador, ela deu resposta.
- Está viva! Está viva!
- Sim, mas é preciso um transplante. Ela não aguentará
voltar por si própria da próxima vez.
-Quanto custa?
Menos do que eu pensei.
- Mais a mão de obra...
- Dê um desconto, Dr., moro só, estudo e não tenho todo esse
dinheiro.
- Ok, faço menos. Mas pare de chorar!
Ambos foram salvos.
Ao técnico, além de me ajudar e ouvir minha lamentações, eu
não sabia o que fazer.
- Obrigada! Muito obrigada! Não sei como agradecer!
O técnico me fez
uma proposta indecente.
Aceitei.
Ter o namorado como técnico e tomar um banho quente e
garantir que a manteiga fique sempre firme dá nisso.
Não é fácil morar só.
Deve ser assim com leiteiro, padeiro, carteiro, cabeleireiro, açougueiro, lixeiro... em suma, qualquer prestador de serviço....
ResponderExcluirÉ assim que funciona.
ResponderExcluirAlguém disse psicólogo também?
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