"Mas mãe, são 18h10".
"E daí? 18h todo mundo vira abóbora?" - e aquela voz que imita qualquer coisa, menos abóbora "Seis horas, hora de virar abóbora".
Quando estou aqui, quero estar lá. Lá sou grande, adulta, psicóloga responsável.
Quando estou lá, quero a geladeira cheia, uma guloseima escondida embaixo do pote de feijão e minha mãe falando pelos cotovelos sobre abóboras, as fases das castanhas no sorvete e sobre como fazer as coisas.
Ah, queria mãe em todo lugar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Expresse-se!