domingo, 3 de dezembro de 2017

Nunca Fomos Tão Próximos

Olívia ainda não nasceu. Está formando seus-eus dedinhos, pezinhos, cabelo, estômago, intestino, pulmão, coração dentro do útero da minha irmã. Mas mesmo aguardando ansiosamente para nos conhecermos, muita coisa já mudou. E seguirá mudando.

Neste domingo liguei para o padrinho da Lilica, aquele que foi designado para dividir a tarefa de apoiar a criação dela junto comigo. Esse é meu irmão mais novo.

Entre papos dele contando "fiquei com alguém ontem à noite" e "fui ao cinema assistir 'Assasinato no Expresso do Oriente'", comento:
- Preciso organizar a casa. Quando arrumo e limpo a casa parece que arrumo e limpo a vida, tudo flui muito melhor.
- Mas você sabe que estava assistindo um vídeo de um cara que falava que você precisa arrumar a cama de manhã, ou você já começa o dia bagunçado.
- Sim, eu sempre faço isso. Não saio de casa sem arrumar a cama, se não meu dia não flui do mesmo jeito.
- É então... Esse cara comentava desses pequenos deslizes que atrapalham o dia.

Pequenos deslizes. Meu pensamento se expandiu por quilômetros e isso equivaleu a uma sessão de terapia.

- Vem com o Leh que você só tira 10.

Besta.

Já brigamos muito, mas sabermos que seremos madrinha e padrinho da nossa primeira sobrinha nos aproximou. Deixamos as brigas de lado, demos lugar à parceria e fortalecemos a amizade.

Venha, Lilica. Madrinha e Padrinho te esperam. E te esperam mais juntos do que nunca.


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