eu dei o melhor de mim.
Mais uma vez lá estava eu, sentada ao lado.
Mas não era especificamente ele que precisava da minha presença; naquela específica 2ª feira eu precisava muito estar ali, ao lado. Nunca saberemos até quando qualquer um de nós ainda estará ali.
Novamente começamos a conversa (ou atendimento) com assuntos abrangentes e quase inespecíficos. O silêncio ainda se mantinha e vez ou outra era atravessado por alguém que também queria conversar também. E eu estava ali justamente para isso: para estar perto de quem estava ali e também queria estar perto de mim.
Os assuntos vão escalonando e tomando formatos inesperados. Vou puxando as linhas de interesse que aparecem e algo começa a fazer sentido novamente. Ele continua sentado, meio curvado, com uma postura fechada e sempre no mesmo espaço; contudo, aos poucos o rosto vai ficando mais iluminado e interessado.
Até que começamos a listar os nomes dos 50 estados que compõe os Estados Unidos. Ele havia me dito que sabia de cor o nome de todos, então passei a contar; no 20º nome a listagem recomeçou escrita. Não sem algumas pausas para pensar e para eu contribuir (com risadas e com córtex frontal franzido no esforço de recordar) lembramos de 33 Estados.
Antes de ir embora, passei por ele rapidamente e me confirmou minha suspeita: havia se lembrado de mais um. Como já havia guardado meu caderno, anotei no celular. Chegando em casa, lembrei de mais dois. Anotei.
No dia seguinte, a vontade de estar perto de todos se mantinha. Optei por apenas por apoiar minhas burocracias em uma mesa, caixa de som disponível; ele se aproximou. Começamos a ouvir música, conversar em roda com quem mais estava ali por perto.
4 horas depois de eu sentada ali, conseguimos concluir tarefa: tínhamos os 50 nomes dos estados dos EUA e mais um passo em direção ao vínculo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Expresse-se!