O banheiro.
Ah, sempre ele.
O único lugar que é possível de se estar sozinho em uma instituição de saúde.
Quando os olhos encheram de lágrimas mais um vez, dada a frustração d'eu ter perdido a paciência e o auto-controle, de estar brigando com mais uma aliada, foi lá que eu me escondi.
Lembrei de quando me escondia no armário na adolescência
Ou me trancava no quarto por algumas horas (queria que fosse para sempre), até criar a coragem de encarar tudo o que o furacão chamado Eu destruiu.
Era uma vontade de ficar sozinha e fazer falta ao mesmo tempo, de me conter em um espaço só meu.
E essa vontade está voltando: a sensação de bode espiatório que grita, sacode, se indigna com a situação, briga com o quê está errado mesmo sem ver que a própria está equivocada.
Pedi ajuda. Até quando ela vai vir?
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